Reintroduzido no Congresso americano em março de 2026, o CLIMB Act propõe criar um 'safe harbor' legal para bolsas de valores e participantes de mercado que viabilizem a listagem de empresas de cannabis, reduzindo a incerteza regulatória que hoje obriga reestruturações societárias como a feita pela Trulieve. O projeto ainda não foi aprovado e seu andamento legislativo é incerto.
E daí?
Se aprovado, o projeto eliminaria a necessidade de manobras corporativas custosas (como a cisão de operações recreativas) para obter listagem, simplificando o caminho de capitalização para todo o setor, não apenas para operadoras puramente medicinais.
O que muda?
A combinação de reclassificação administrativa (DEA) com eventual porto seguro legislativo (CLIMB Act) reduziria, em conjunto, as duas principais barreiras — tributária e de compliance de bolsa — que mantiveram o setor de cannabis fora dos principais índices acionários dos EUA por quase uma década.
Se sinal crescer
Uma aprovação do CLIMB Act, combinada a uma decisão favorável na audiência da DEA, poderia abrir uma janela de listagens em massa no setor, com bancos de investimento estruturando uma onda de IPOs e uplistings represados — efeito que escritórios de advocacia especializados já recomendam que empresas se preparem desde já (auditorias PCAOB, governança, data room).
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