A recente tragédia na Zona da Mata mineira, com 72 mortes em Juiz de Fora e Ubá, é o quarto maior desastre por chuvas no Brasil na última década, superando as enchentes do Rio Grande do Sul de 2024. Juiz de Fora registrou um volume de chuva atipicamente alto para uma cidade do interior, com quase 600 mm em 30 dias, e possui 23,7% de sua população vivendo em áreas de risco.
E daí?
Este evento reforça a crescente intensidade e frequência de desastres naturais impulsionados pela crise climática no Brasil, evidenciando a vulnerabilidade de centros urbanos, inclusive no interior, a fenômenos extremos. As consequências vão além das perdas materiais, causando profundos abalos psicológicos e incerteza para milhares de desabrigados e desalojados.
O que muda?
A recorrência desses desastres exige uma reavaliação urgente das políticas públicas de planejamento urbano e gestão de riscos. Há uma necessidade premente de investir em infraestrutura resiliente, sistemas de alerta eficazes e realocação de populações em áreas de risco, para adaptar as cidades brasileiras aos impactos de um clima em constante mudança.
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