Segundo o relatório da Iniciativa Spotlight da ONU, evidências apontam que cada aumento de 1 °C na temperatura global está associado a um aumento de 4,7% nos casos de violência entre parceiros íntimos. Estima-se que, com +2 °C até 2090, 40 milhões de mulheres e meninas a mais sofrerão violência física ou sexual por ano.
Dados quantitativos destacados
Impacto direto das temperaturas: a cada 1 °C de aumento, a violência entre parceiros íntimos (IPV) cresce em 4,7 %.
Prognóstico até 2090:
Com +2 °C: 40 milhões de mulheres e meninas vítimas adicionais de IPV por ano.
E mais 10 milhões afetadas por violência sexual por terceiros.
Violência mais extrema:
Feminicídio pode subir até 28 % durante ondas de calor spotlightinitiative.org.
Eventos climáticos — secas, enchentes, tempestades — desencadeiam picos de deslocamento, exploração sexual e uso da violência como tática de controle.
Assistência fragilizada: soluções climáticas mal desenhadas (como créditos de carbono ou mineração verde) já têm causado deslocamento, exploração sexual e abuso nas comunidades afetadas, especialmente contra defensoras ambientais.
Negligência estrutural: apenas 0,04 % do financiamento de clima destina-se diretamente à prevenção de violência de gênero, o que isola ainda mais esse desafio.
Os dados revelam que a crise climática amplifica a violência de gênero, criando uma urgência dupla: não basta reduzir emissões — é fundamental construir resiliência social e proteger as mulheres diante das mudanças ambientais. Esse é um inflexão que redefine o que significa lutar pelo clima – e pela justiça.
Imagens


