O estudo "O Brasil que o Brasil quer ser", encomendado pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), revela as expectativas dos brasileiros para o futuro do país. Ele aponta que, apesar de ser visto como acolhedor, o Brasil carece de uma projeção de seriedade e pragmatismo em áreas como qualidade de vida, meio ambiente e negócios. Além disso, a pesquisa destaca uma mudança na percepção da esperança e a ascensão da Amazônia como principal representação simbólica do país.
E daí?
Esses insights são fundamentais para a articulação governamental e para reacender a autoestima nacional, fornecendo insumos para uma agenda unificada. A falta de seriedade e pragmatismo apontada por Bustani sugere que o Brasil precisa redefinir sua imagem global para ser visto como um parceiro confiável, e não apenas um 'amigo de fim de semana'. A internalização da esperança e o novo papel da Amazônia indicam uma oportunidade para o Brasil se posicionar como um berço de soluções para crises globais, especialmente as climáticas.
O que muda?
Os resultados do estudo podem reconfigurar as estratégias do governo em relação à COP 30, enfatizando a seriedade e o pragmatismo na diplomacia e sustentabilidade. Essa nova percepção simbólica da Amazônia e a valorização dos povos indígenas podem impulsionar políticas ambientais mais robustas e um novo posicionamento do Brasil no cenário internacional. A forma como o país se posicionar na conferência pode transformar tanto a visão interna quanto a externa sobre o Brasil.