O game chinês "Black Myth: Wukong" impulsionou significativamente o turismo na província de Shanxi, na China. Templos e monastérios que aparecem no jogo, como o Shuanglin e Xiaoxitian, registraram números recordes de visitantes em 2024 e 2025, superando em muito as médias anteriores ao lançamento do jogo.
E daí?
Isso demonstra o poder dos videogames não apenas como entretenimento, mas como uma ferramenta eficaz de soft power e alavancagem econômica. Ao inserir elementos da mitologia chinesa, como o Rei Macaco Wukong, no imaginário global, o jogo gera interesse cultural e fluxo turístico real. O mercado de games, já maior que o de cinema e música somados, mostra seu potencial em exportar cultura e influenciar o turismo global.
O que muda?
Essa tendência sinaliza uma mudança na forma como nações podem promover suas culturas e atrair investimento, utilizando jogos como veículos de exportação cultural e econômica. Governos e desenvolvedores podem explorar mais a fundo a criação de games que celebrem e divulguem patrimônios culturais não-ocidentais. Isso pode redefinir estratégias de marketing turístico e cultural, focando na integração de narrativas e cenários locais em experiências digitais imersivas.
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