A possível indicação do filme "Ainda Estou Aqui" ao Oscar 2025 coloca em evidência o conceito de soft power, que é a capacidade de uma nação exercer influência global por meio de sua cultura. Este fenômeno cultural pode impulsionar o setor, atrair investimentos e gerar desenvolvimento econômico e social. A Coreia do Sul é um exemplo notável, transformando o K-pop e a Hallyu em um motor de bilhões de dólares e de influência internacional.
E daí?
O investimento em cultura, como uma estratégia de soft power, é fundamental para o desenvolvimento econômico, social e geopolítico de um país. Ele não só eleva a visibilidade de artistas e cineastas, mas também gera receitas substanciais e desperta interesse global pela nação. A colaboração entre governo e iniciativa privada é crucial para o sucesso dessa estratégia, como visto no modelo sul-coreano.
O que muda?
O Brasil possui um enorme potencial para fortalecer sua cultura como soft power, aprendendo com a experiência sul-coreana e superando a descontinuidade de políticas. Mecanismos como a Lei Rouanet demonstram a capacidade de mobilizar recursos significativos, mas há um potencial inexplorado para maior investimento privado. Um esforço coordenado e de longo prazo pode transformar a percepção do Brasil no cenário global e consolidar sua cultura como um fenômeno de impacto.