O mundo está se reorganizando em blocos geopolíticos com menor confiança multilateral, guerras comerciais, tarifas crescentes e regulamentação fragmentada. Esta megatendência global e multisetorial intensifica-se, com 72% dos líderes relatando impacto notável das incertezas geopolíticas e o comércio migrando para parceiros mais próximos geograficamente.
E daí?
A rigidez organizacional é a principal barreira para as empresas (38%), especialmente as maiores, seguida por regulações locais e resistência cultural. Esta fragmentação força escolhas estratégicas sobre centralização ou separação de unidades por esfera geopolítica, impulsionada por polarização política e nacionalismo econômico.
O que muda?
Modelos operacionais precisam priorizar a adaptabilidade, não a estabilidade, com empresas ágeis em realocação de recursos superando concorrentes. A governança deve facilitar a entrada e saída rápida de mercados, e a 'distância geopolítica' torna-se uma métrica estratégica crucial, transformando a diversificação geográfica em dupla face de vulnerabilidade e proteção.
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