O Brasil consolidou uma nova posição no mapa das migrações internacionais, registrando um aumento de 70% no número de estrangeiros residentes entre 2010 e 2022, atingindo cerca de 1 milhão de pessoas. Impulsionado pelo endurecimento de políticas migratórias no Norte global, o país se tornou um ponto de passagem e destino para migrantes, predominantemente latino-americanos, como venezuelanos. A legislação brasileira, baseada em direitos humanos, facilita essa permanência e trânsito.
E daí?
Essa mudança demográfica e geopolítica sinaliza que o Brasil não é mais apenas um país de emigração, mas um polo crescente de atração e trânsito migratório. As implicações incluem a necessidade de políticas públicas estruturadas para a acolhida e integração desses novos residentes, impactando áreas como saúde, educação e mercado de trabalho. A diversidade cultural e econômica do país também é significativamente enriquecida por esses fluxos.
O que muda?
A nova realidade migratória exige uma reavaliação e fortalecimento da política nacional de migrações, com maior articulação entre os entes federativos e a sociedade civil. O país precisa se adaptar para gerenciar os desafios complexos da integração de diferentes nacionalidades e do papel de trânsito para migrantes, exigindo investimentos em infraestrutura e serviços. A imagem do Brasil no cenário global se transforma de uma nação de origem para uma de destino e passagem.