A pesquisa Genial/Quaest indica que a percepção dos brasileiros sobre os Estados Unidos atingiu o pior patamar desde o início da medição, com a avaliação favorável caindo para 38% e a desfavorável subindo para 48%. Essa deterioração é atribuída ao endurecimento da política externa de Donald Trump em relação ao Brasil, incluindo tarifas e pressões sobre o Judiciário, interpretadas como interferência na soberania nacional.
E daí?
A rejeição crescente aos EUA e a Trump tem um impacto direto nas eleições brasileiras de 2026, com o apoio do ex-presidente americano a Flávio Bolsonaro mobilizando mais eleitores a favor de Lula (32%) do que do próprio candidato (28%). A postura do governo Lula, que critica as ações militares dos EUA/Israel e defende a diplomacia, contrasta com o alinhamento da família Bolsonaro com Trump, tornando a política externa um eixo central da disputa eleitoral.
O que muda?
O cenário político brasileiro está se reconfigurando, onde a percepção da política externa e os alinhamentos internacionais influenciam diretamente o capital eleitoral doméstico. A crescente tensão nas relações bilaterais entre Brasil e EUA, evidenciada pela revogação de vistos e adiamento de encontros, pode remodelar acordos diplomáticos e econômicos futuros. Isso sugere uma mudança na estratégia de campanha, onde a associação com figuras internacionais controversas pode se tornar um passivo eleitoral significativo.