A economia da cultura e das indústrias criativas no Brasil movimenta R$ 393,3 bilhões por ano, o que representa 3,59% do PIB nacional. Este setor é responsável por empregar mais de 7,7 milhões de pessoas e tem apresentado um crescimento consistente nas últimas décadas. Esses números desmistificam a ideia de que a cultura é um elemento secundário na economia.
E daí?
Estes dados são cruciais porque desconstroem a percepção de que a cultura é periférica, demonstrando seu papel central e robusto na geração de riqueza e empregos. Eles revelam que a cultura é um motor econômico vital, abrangendo um vasto ecossistema que inclui audiovisual, design, moda, música, gastronomia e patrimônio cultural. Isso sublinha a importância de reconhecer a cultura como um pilar estratégico para o desenvolvimento econômico do país.
O que muda?
Essa perspectiva reorienta a discussão sobre a cultura de 'se ela sustenta' para 'o quanto da economia brasileira já é sustentada por ela'. Tal mudança pode influenciar políticas públicas, investimentos e o reconhecimento do setor como um motor de inovação e faturamento. A cultura passa a ser vista não apenas como um ativo social, mas como uma engrenagem fundamental que atravessa e impulsiona diversas cadeias produtivas.