O QUE:
Vivomer é um material desenvolvido pela Shellworks: 100% bio-based, livre de plásticos fósseis, certificado OK HOME Compost (TÜV Austria) para se decompor em até ~52 semanas em compostagem doméstica; a empresa informa testes de compostagem industrial (EN13432), biodegradação marinha (ASTM D6691) e em aterro (ASTM D5511), sem aditivos tóxicos em listas REACH.
É um polímero feito por microrganismos (família PHA), vegan, sem microplásticos, já aplicado sobretudo em beleza (potes, bisnagas, droppers) e com estética “premium”.
Em 2022, a Shellworks reportou ter produzido mais de 300 mil unidades para a marca Haeckels, sinalizando capacidade de escala inicial.
E DAÍ:
Se materiais ‘plastic-free’ feitos por micróbios (PHA) entregarem desempenho e custo próximos aos plásticos convencionais, podem reduzir resíduos persistentes e microplásticos, atender metas ESG e novas restrições a PFAS/BPA, e abrir caminho para embalagens ‘designed to disappear’ (uso estável, descarte biodegradável), começando por cosméticos e cuidados pessoais.
A visibilidade em mídia setorial e guias de materiais sugere crescente interesse de compradores de embalagem.
O QUE MUDA:
Pressiona portfólios de marcas a migrarem de ‘reciclável’ para ‘compostável em casa’ onde fizer sentido; pode influenciar normas de rotulagem e comprovação de biodegradação; estimula cadeias de suprimentos a integrar biomassa residual/fermentação; e cria concorrência a bioplásticos tradicionais (PLA, PBS) em aplicações rígidas de pequeno volume (p. ex., skincare).
SE O SINAL CRESCER:
Surge um novo padrão para embalagens de beleza e bem-estar ‘sem plástico’ com certificações robustas; varejistas passam a exigir comprovação de home-compost;
inovação de design (monomaterial, sem misturas) acelera;
e a lógica ‘durável no uso, feita para desaparecer no descarte’ se espalha a segmentos de alimentos secos e travel-size, reduzindo pegada de microplásticos.
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