O Brasil se posiciona como um ator central nas disputas globais por soberania digital, enfrentando o desafio de integrar sua política de dados com uma estratégia tecnológica e econômica coesa. A LGPD é considerada insuficiente para lidar com a complexidade da governança digital, especialmente frente à hegemonia de potências como EUA e China.
E daí?
A falta de uma política tecnológica e econômica integrada pode intensificar a dependência do Brasil em relação a grandes empresas de tecnologia e nações dominantes. Isso compromete a capacidade do país de exercer controle efetivo sobre seus dados e infraestrutura digital, impactando diretamente sua soberania. Medidas provisórias propostas, como a do Ministro Haddad, correm o risco de aprofundar essa vulnerabilidade.
O que muda?
Este cenário exige uma reavaliação urgente da política de dados brasileira e a criação de uma estratégia nacional abrangente para evitar maior subordinação digital. A disputa por soberania pode impulsionar mudanças legislativas e investimentos em infraestrutura, considerando também os riscos ecológicos dos data centers. Sem ação, o Brasil pode consolidar seu papel como dependente tecnológico.