A ascensão de novas potências culturais e tecnológicas, como Índia, Nigéria, países árabes, América Latina e Sudeste Asiático, está impulsionando uma diplomacia cultural ativa e agendas de soberania tecnológica. Esse movimento realinha as cadeias globais, criando novas coalizões e normas que operam em paralelo às ocidentais.
E daí?
A influência global transforma-se em uma disputa acirrada por narrativas e padrões técnicos em áreas cruciais como dados, inteligência artificial e propriedade intelectual. Isso pressiona acordos regionais e políticas industriais, forçando empresas e governos a operar sob regimes regulatórios divergentes e aumentando o risco de fragmentação global.
O que muda?
Este cenário desafia a premissa de uma globalização cultural e digital sob uma liderança estável e única, evoluindo para um ecossistema multipadrão e negociado. A coordenação internacional, antes baseada predominantemente em normas ocidentais, será fundamentalmente reconfigurada, impactando o funcionamento de organismos multilaterais e políticas estratégicas de mídia e tecnologia.