A arquitetura WISE permite a computação 'in-physics' desagregada, transmitindo pesos de modelos de IA como ondas de rádio de uma estação-base para que dispositivos de borda realizem multiplicações matriz-vetor diretamente no domínio RF usando um único mixer passivo. Um protótipo demonstrou ~95,7% de acurácia em classificação de imagens com consumo de 6,0 fJ/MAC, sendo significativamente mais eficiente que GPUs atuais, embora com limitações de alcance e multiplexação.
E daí?
Ao 'desacoplar' o armazenamento e a execução do modelo do dispositivo, a WISE abre caminho para IA de borda energeticamente frugal, de baixa latência e com menor exposição de dados à nuvem. Isso pode transformar redes 5G/6G/Wi-Fi de meros 'tubos de dados' em distribuidores de inteligência, habilitando drones, câmeras e sensores a inferirem localmente sem a necessidade de chips pesados.
O que muda?
O setor de telecomunicações pode passar a orquestrar modelos de IA como um serviço transmitido pelo ar, criando novas oportunidades para fabricantes de chips e módulos RF em mixers e ADCs otimizados para MAC analógico. Arquiteturas de edge computing poderão migrar parte do cálculo digital para o espectro, enquanto reguladores e times de segurança terão que lidar com novos desafios de espectro, interoperabilidade e vetores de ataque (como o 'hijacking' de pesos over-the-air).
Se sinal crescer
Se este sinal se fortalecer, o 6G poderá incorporar o 'compute-over-the-air' como uma função nativa, resultando no surgimento de estações-base de 'IA transmitida' e marketplaces de modelos broadcast. Dispositivos IoT, drones e câmeras ganhariam autonomia com baterias menores, e a pilha de IA se reorganizaria: pesos no ar, dados na borda e MACs no RF.