O ouro ultrapassou a marca histórica de US$ 5.000 por onça, atingindo US$ 5.111,07 em janeiro de 2026, com ganhos acumulados de cerca de 18% no ano. Esta valorização sem precedentes é impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo a fraqueza do dólar, turbulência global e incertezas políticas. A prata também atingiu recordes, superando US$ 109 por onça.
E daí?
A ascensão do ouro reflete uma crescente desconfiança nos ativos de refúgio tradicionais, como o dólar e os títulos do Tesouro dos EUA, e serve como um termômetro do medo nos mercados. Investidores e bancos centrais estão buscando proteção contra a imprevisibilidade política, a expansão fiscal e os riscos geopolíticos, vendo o ouro como um seguro contra a "fragmentação política" e a desvalorização monetária.
O que muda?
Essa corrida pelo ouro indica uma potencial reestruturação nas estratégias de proteção de riqueza e reservas globais, com países diversificando ativamente suas carteiras para longe do dólar. A continuidade dessa tendência dependerá da persistência da incerteza política em Washington e da escalada dos riscos globais, sugerindo uma mudança duradoura na percepção de segurança financeira.
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