Com a demanda explodindo, "ontologia" passou a ser usado por fornecedores para descrever simples árvores de categorias, e "context graph" virou buzzword colado a cargos e startups com pouca metodologia. Talisman argumenta que uma taxonomia estruturalmente inválida não é taxonomia, e um vocabulário gerado por IA sem definições, deduplicação e resolução de sinônimos/homônimos é apenas uma lista — não infraestrutura de conhecimento. O ciclo de hype do context graph é observável (manifestos e séries de fornecedores publicados em 2026).
E daí?
Eleva o ruído sobre o sinal e dificulta distinguir fornecedores sérios de "wrappers". Gera passivos disfarçados de ativos: busca que retorna resultado irrelevante, RAG que alucina por falta de fundamentação semântica. Para compradores, aumenta o risco de aquisição mal calibrada.
O que muda?
A disputa semântica vira disputa de mercado — definir o que conta como "ontologia"/"grafo" tem consequência comercial. Tende a emergir pressão por validação (competency questions, conformidade a SKOS/OWL) como critério de compra.
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moderndata101.substack.com

Ontologies, Context Graphs, and Semantic Layers: What AI Actually Needs in 2026. By Jessica Talisman