A informação destaca uma crescente tendência de viajantes que optam por repetir destinos, impulsionados pela afinidade emocional e o desejo de aprofundar experiências, em vez de buscar apenas a novidade. O Estudo de Perfil do Turista da Cidade do Porto (2025) corrobora essa mudança, revelando que cerca de 30% dos visitantes estavam repetindo a viagem. Isso sugere uma maturidade do viajante que valoriza a segurança e a memória positiva de locais já conhecidos.
E daí?
Esta tendência desafia a lógica tradicional de captação de turistas, que muitas vezes prioriza a aquisição de novos visitantes. Para os destinos, a implicação é a necessidade de investir em estratégias de fidelização, criando camadas de experiências mais profundas e narrativas não-óbvias para surpreender quem já conhece o essencial. A lealdade do turista repetente emerge como um ativo tão valioso quanto a conquista de novos mercados.
O que muda?
O setor de turismo pode experimentar uma reorientação estratégica, com destinos focando mais na retenção e no aprofundamento do relacionamento com visitantes recorrentes. Isso levará ao desenvolvimento de produtos e comunicações mais personalizadas, que vão além dos pontos turísticos óbvios, para oferecer imersões culturais e emocionais. A inovação será direcionada para criar valor para quem retorna, transformando a lealdade em um diferencial competitivo.
Se sinal crescer
Se este sinal se consolidar, os destinos poderão desenvolver programas de fidelidade sofisticados, sistemas de CRM (Customer Relationship Management) específicos para turistas e ofertas exclusivas para visitantes recorrentes. A 'lealdade à marca-destino' se tornaria um pilar estratégico, impulsionando a criação de experiências altamente personalizadas e um foco contínuo na inovação de conteúdo para aprofundar a conexão emocional, similar ao que já ocorre em outras indústrias de consumo.
Imagens
