O Brasil carece de dados oficiais consolidados sobre a população indígena migrante, que atualmente é contabilizada apenas pela nacionalidade. A Articulação Andina de Indígenas Migrantes (AYNI) reivindica o reconhecimento dessas etnias, a coleta de dados específicos e a garantia de direitos como acesso à educação, regularização migratória flexível e o ensino das línguas e medicinas tradicionais.
E daí?
A invisibilidade desses grupos impede a formulação de políticas públicas adequadas, ignorando suas necessidades culturais e sociais específicas, que diferem dos modelos ocidentalizados de integração migratória. Essa lacuna de dados e reconhecimento perpetua a marginalização de povos que já enfrentam desafios históricos, impactando sua capacidade de manter tradições e acessar serviços básicos.
O que muda?
A concretização das demandas da AYNI, impulsionada pela articulação em eventos como o Acampamento Terra Livre, poderia levar à inclusão dessas populações nas estatísticas oficiais e ao desenvolvimento de políticas migratórias mais sensíveis culturalmente. Isso resultaria em maior flexibilidade na revalidação de documentos, acesso a cotas educacionais e a preservação de identidades e práticas culturais indígenas no contexto migratório.
Imagens
