Registrou-se o declínio acentuado no turismo estrangeiro nos Estados Unidos em 2025, com queda de 6% no número de visitantes internacionais (cerca de 68 milhões) e 7% nos gastos deles, contrastando com o recorde global de turismo: 1,5 bilhão de chegadas e US$ 11,7 trilhões em gastos (+6,7%), representando 10,3% do PIB mundial. O país perde US$ 12,5 bilhões em receitas internacionais.
E daí?
Causas principais incluem políticas anti-imigração do governo Trump, como suspensão de vistos para 75 países (incluindo Brasil), valorização do dólar, custos elevados de viagens e percepção negativa do país, afetando especialmente Canadá (-26% em viagens terrestres), México, Europa (Alemanha, UK) e América Latina. As políticas anti-imigração estão redirecionando turistas, especialmente das gerações mais jovens e latino-americanos, para destinos europeus como Espanha e França, e para o Japão. Isso indica uma reorganização significativa dos fluxos turísticos globais, impactando a economia de viagens e turismo dos EUA.
O que muda?
As políticas ultranacionalistas dos EUA estão impactando diretamente sua participação no turismo internacional, apesar do crescimento global do setor e do turismo doméstico compensar parte da perda. Outros países estão se beneficiando dessa mudança, o que pode levar a uma reconfiguração duradoura das rotas turísticas e exigirá que a indústria reavalie suas estratégias e destinos prioritários globalmente.