A Universidade de São Paulo (USP) lançou a PocketFab, apresentada como a primeira fábrica portátil, modular e sustentável de semicondutores do mundo. Desenvolvida pelo InovaUSP em parceria com a Fiesp e o Senai, a estrutura compacta de cerca de 144m² integra todas as etapas de fabricação de chips, desde a litografia até o empacotamento e testes. Com um investimento de R$ 89 milhões, a fábrica tem capacidade estimada para produzir 20 wafers por dia, gerando milhões de chips anualmente.
E daí?
Essa iniciativa é estratégica para posicionar o Brasil no mapa global da produção de chips, promovendo a soberania tecnológica e reduzindo a dependência de fornecedores internacionais, uma vulnerabilidade exposta pela pandemia. A PocketFab representa uma mudança de paradigma no setor, oferecendo um modelo alternativo às gigantescas, caras e poluidoras fábricas tradicionais. O projeto também visa formar mão de obra qualificada, essencial para o desenvolvimento do setor no país.
O que muda?
A PocketFab permite que universidades, startups e centros de inovação tenham acesso a processos avançados de fabricação de semicondutores sem a necessidade de investimentos bilionários. Isso pode impulsionar a produção local de chiplets e sistemas integrados para áreas como inteligência artificial, IoT, saúde, automotivo e agronegócio, transformando o Brasil de grande consumidor em produtor de tecnologia. O modelo foca na sustentabilidade, com menor consumo de energia, água e menor impacto ambiental.
Se sinal crescer
Se o conceito da PocketFab se expandir, poderemos ver a multiplicação dessas microfábricas pelo país e talvez globalmente, tornando a produção de chips mais acessível, descentralizada e sustentável. Isso poderia consolidar a soberania tecnológica do Brasil, impulsionar a certificação de 'chips verdes' e servir como um modelo replicável para outras nações que buscam autonomia na microeletrônica. A capacidade de produzir 60 milhões de chips por ano abriria novas oportunidades de receita e exportação.
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