O blog da McKinsey destaca que, embora a pandemia de COVID-19 tenha acelerado mudanças no mundo do trabalho — como adoção de modelos digitais e remotos — é crucial distinguir entre alterações pontuais, transformações duradouras e emergente novas formas de trabalho. As organizações devem avaliar três níveis estratégicos: 1) mudanças temporárias adotadas durante a crise; 2) transformações permanentes no dia a dia; e 3) surgimento de novos tipos de trabalho e modelos de geração de valor — incluindo tele-tudo, e uma redefinição de valor que ultrapassa lucros e inclui propósito, ESG e outros stakeholders.
Reflexão voltada ao UX
Esses insights ressaltam como o design centrado no ser humano deve navegar entre o imediato e o transformador. Como designer UX, você pode explorar:
Mapas de jornada adaptativos: Diferenciar experiências de trabalho temporárias (como onboarding remoto em massa) e permanentes (novas interfaces digitais ou automações). Isso ajuda a priorizar recursos e melhorar a curva de adoção.
Prototipagem de plataformas “tele-tudo”: Projetar soluções para educação remota, saúde digital ou e-commerce com foco em usabilidade, acessibilidade e empatia — especialmente para públicos fora do mainstream digital.
Ferramentas para propósito e ESG: Interfaces que ajudem colaboradores e stakeholders a visualizar objetivos além do financeiro (ex.: dashboards interativos que destacam impacto social ou ambiental).
Critérios UX para adoção tecnológica: Checklists ou frameworks visuais que avaliem se uma mudança é reativa, sustentável ou totalmente transformativa, guiando decisões de investimento em design.