Rishad Tobaccowala propõe que o futuro do trabalho não será marcado apenas por automação e redução de empregos, mas por um redesenho do que valorizamos. Teremos menos rigidez, rotinas e funções mecânicas – graças à IA, automação e novas práticas de gestão – e mais significado, flexibilidade, aprendizado contínuo e interação humana. Esse futuro será híbrido e intencional: menos horas improdutivas em tarefas repetitivas e mais tempo em atividades de alto valor (criatividade, estratégia, colaboração e cuidado).
Que premissa esse sinal desafia?
Desafia a premissa de que mais trabalho é sinônimo de mais produtividade e sucesso. Rompe também com a ideia de que o trabalho deve ser presencial, centralizado e organizado em estruturas rígidas.
E DAÍ?
Essa tendência reposiciona a relação entre empresas e trabalhadores. Modelos de sucesso serão os que medirem impacto, não horas; desenvolverem talentos, em vez de apenas extrair performance; e permitirem autonomia real. Também abre espaço para novos modelos de contrato (portfólio de projetos, carreiras fluidas, trabalho em múltiplas organizações) e para maior foco em propósito e bem-estar como vantagem competitiva.
O que será impactado por essa tendência?
Empresas e RH: precisarão redesenhar métricas, cultura e benefícios para atrair talentos.
Modelos de educação: maior ênfase em lifelong learning e capacitações modulares.
Economia: mais trabalhos híbridos, part-time ou em portfólio, com efeitos em seguridade social.
Liderança: líderes terão que evoluir de gestores de tarefas para orquestradores de talentos e cultura.
O que nunca mais será o mesmo?
A lógica de “mais horas = mais valor”
O escritório como centro da vida profissional
A carreira linear como padrão
O trabalho como única fonte de identidade e status social
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