A economista ítalo-americana Mariana Mazzucato afirma que o investimento público em cultura e artes, incluindo o Carnaval, gera um retorno econômico maior para a economia como um todo do que investimentos em indústrias tradicionais, como a automobilística. Ela liderou uma missão no Brasil para estudar a economia criativa do Carnaval, destacando também os benefícios sociais do evento, como bem-estar e senso de identidade para comunidades vulneráveis.
E daí?
Essa perspectiva desafia a alocação tradicional de recursos públicos, sugerindo que a cultura é um motor econômico subestimado com potencial para impulsionar o PIB e o desenvolvimento. A economista questiona a narrativa de escassez de fundos para a cultura, argumentando que a falta de investimento se deve a prioridades políticas, não à ausência de recursos. A valorização da cultura vai além do financeiro, contribuindo significativamente para o capital social e o bem-estar comunitário.
O que muda?
As conclusões de Mazzucato podem influenciar políticas públicas, incentivando governos a realinhar investimentos para priorizar a cultura e a economia criativa, usando eventos como o Carnaval como plataforma central de desenvolvimento. Isso poderia levar a um maior reconhecimento do papel estratégico da cultura no desenvolvimento econômico e social. Contudo, levanta a importante reflexão sobre as relações de poder e a necessidade de garantir que os benefícios econômicos do Carnaval sejam reinvestidos equitativamente nas comunidades que o criam, evitando a concentração de renda.