Durante sua presidência do BRICS em 2025, o Brasil priorizará a interconexão de sistemas de pagamento para promover o comércio e investimentos em moedas locais, descartando a proposta de uma moeda comum para o grupo. Essa abordagem visa reduzir a dependência do dólar norte-americano e fortalecer a agenda de desdolarização do BRICS. Além disso, o Brasil tem assinado acordos com a China em conectividade e economia digital, visando o desenvolvimento de infraestrutura digital e inovação tecnológica.
E daí?
A estratégia brasileira representa uma abordagem pragmática, buscando expandir a autonomia estratégica e a eficiência dos pagamentos transfronteiriços sem antagonizar diretamente os Estados Unidos. A interconexão de sistemas de pagamento, inspirada em tecnologias como o Pix, pode baratear e agilizar as transações, tornando o uso de moedas locais mais atraente. A cooperação digital com a China reforça a capacidade do BRICS de construir arquiteturas alternativas e impulsionar uma economia digital multipolar.
O que muda?
A mudança de foco de uma moeda comum para a interligação de sistemas de pagamento sinaliza uma evolução pragmática na estratégia de desdolarização do BRICS, com impactos graduais na dominância do dólar em transações específicas. Isso pode impulsionar o uso de moedas locais e aprofundar a integração econômica dentro do bloco, oferecendo alternativas aos sistemas financeiros ocidentais. O investimento em infraestrutura digital e conectividade, especialmente com a China, pode reconfigurar as redes globais de comunicação e pagamento, promovendo maior soberania digital para os países participantes.
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