O setor de turismo global é uma potência econômica, movimentando mais de 11 trilhões de dólares em 2024, o que representa 10% do PIB mundial e sustenta cerca de 350 milhões de empregos. Contudo, é altamente vulnerável aos impactos das mudanças climáticas, como eventos extremos e elevação do nível do mar, e foi responsável por 6,5% das emissões globais de gases de efeito estufa em 2023, com a aviação sendo a maior emissora.
E daí?
A dependência econômica de inúmeras regiões e países do turismo, aliada à sua vulnerabilidade climática, gera riscos significativos para a estabilidade econômica e social global. Além disso, a contribuição do setor para as emissões de GEE impõe uma responsabilidade urgente para a descarbonização, impulsionada também pela crescente conscientização e demanda dos viajantes por opções sustentáveis.
O que muda?
O setor está em um processo de transformação para se adaptar às mudanças climáticas, com compromissos globais como a Declaração de Glasgow visando reduzir as emissões pela metade até 2030. Isso se traduz em investimentos em tecnologias de descarbonização para aviação (combustíveis sustentáveis, eletrificação) e cruzeiros (GNL, baterias), além da promoção de modalidades como ecoturismo e turismo regenerativo, que buscam aliar desenvolvimento econômico à preservação ambiental.
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