O declínio do turismo nos EUA acelera a descentralização do fluxo turístico global, redirecionando visitantes para destinos emergentes com crescimento explosivo em 2026.
E daí?
Com o recuo de 6-7% nos EUA devido a barreiras de vistos e imagem negativa, o turismo mundial atinge recordes (1,5 bi de chegadas em 2025, +4% em 2026), mas o boom ocorre fora dos gigantes tradicionais: Brasil (+37%), Butão (+30%), Egito (+20%), Etiópia (+15%) e Seychelles (+13%). Europa lidera volume (800 mi visitantes, +6%), mas esses "off-the-beaten-path" capturam demanda por autenticidade, acessibilidade e sustentabilidade.
O que muda?
Turistas evitam EUA e priorizam opções como Brasil (facilitação aérea) e Egito (novo museu), fortalecendo economias emergentes e diluindo hegemonia de hubs como EUA/Europa; para o Brasil, isso significa mais receitas de 9+ mi visitantes anuais, mas risco de massificação se a atividade não for bem gerenciada. Operadoras globais ajustam rotas, promovendo pacotes e "experiências autênticas" nessas nações, fortalecendo a construção de soft power brasileiro.