Em 2025, as perdas seguradas globais devido a catástrofes naturais estão projetadas para atingir USD 107 bilhões, superando a marca de USD 100 bilhões pelo sexto ano consecutivo. Os principais impulsionadores foram os incêndios florestais recordes em Los Angeles (USD 40 bilhões) e as tempestades convectivas severas nos EUA (USD 50 bilhões). Eventos como o Furacão Melissa na Jamaica (até USD 2,5 bilhões) e inundações no Sudeste Asiático também contribuíram significativamente para o total.
E daí?
O nível consistentemente alto de perdas seguradas, mesmo na ausência de grandes furacões nos EUA, sublinha uma exposição crescente a catástrofes naturais e uma evolução rápida do cenário de risco, onde os perigos secundários se tornam contribuintes primários. Isso reforça a urgência para sociedades e para o setor de seguros acelerarem os esforços de resiliência e adaptação.
O que muda?
O setor de seguros precisa ajustar suas estratégias de subscrição e gestão de riscos para considerar um espectro mais amplo de eventos impactantes e frequentes, além do aumento dos valores de propriedades. Há uma necessidade crescente de fortalecer a prevenção, proteção e preparação, juntamente com o desenvolvimento de políticas públicas e investimentos privados que reduzam perdas futuras. Sistemas de alerta precoce e reformas no planejamento urbano são cruciais para salvar vidas e minimizar a destruição.
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