A economia criativa, especialmente o setor de filmes e música, está em expansão em polos emergentes como Índia, Nigéria, MENA e América Latina, impulsionada por crescentes investimentos, assinaturas, bilheterias e patrocínios. Plataformas globais estão ampliando seus catálogos de conteúdo local, enquanto governos e fundos regionais estimulam coproduções, incentivos e distribuição internacional. Isso fortalece as cadeias criativas fora do eixo tradicional dos EUA.
E daí?
Essa mudança significa que a captura de valor na economia criativa está se descentralizando de poucos centros. Mercados emergentes ganham poder de barganha, atraem Investimento Estrangeiro Direto (IED) para o audiovisual e reconfiguram métricas de performance, como ARPU, receitas publicitárias, bilheteria e exportações culturais. Consequentemente, há uma redução da dependência das grandes corporações norte-americanas.
O que muda?
A premissa de que a escala, rentabilidade e prestígio internacional da economia criativa dependem principalmente do mercado e do capital dos EUA é desafiada. Este sinal impacta as cadeias de valor e a geração de empregos qualificados locais, além de redefinir as estratégias de investimento, licenciamento e coprodução de plataformas e estúdios. Os termos de revenue share, marketing e janelas de distribuição em mercados emergentes também estão sendo alterados.