O uso de medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, está provocando uma mudança estrutural no padrão de consumo dos brasileiros. Observa-se uma queda na compra de bebidas alcoólicas, doces e arroz, em contraste com o aumento da demanda por proteínas, suplementos e produtos funcionais. Este movimento já é perceptível nas vendas de grandes redes varejistas.
E daí?
Essa transformação nos hábitos alimentares tem profundas implicações para o varejo e a indústria de alimentos, exigindo rápida adaptação de modelos de negócios e portfólios de produtos. O mercado de canetas emagrecedoras no Brasil projeta atingir US$ 9 bilhões até 2030, consolidando o país como o segundo maior mercado global da categoria. Além disso, a ex-CEO da Novo Nordisk no Brasil, Isabela Wanderley, afirma que o avanço desses tratamentos pode reduzir custos do sistema de saúde ao combater a obesidade.
O que muda?
Redes como o Assaí Atacadista estão acelerando a abertura de farmácias próprias e expandindo a oferta de carnes, frangos e ovos, além de diversificar para itens como pneus e motos elétricas. A M. Dias Branco ajusta sua produção para incluir mais proteínas e fibras em massas e biscoitos, enquanto a Whirlpool já desenvolve eletrodomésticos com sensores inteligentes e frigobares específicos para as canetas emagrecedoras. Setores como o de restaurantes também se adaptam, com rodízios oferecendo porções menores e descontos para usuários de GLP-1.
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