O estudo estratégico dos impactos econômicos da mudança do clima no Brasil analisa três cenários de aquecimento global (1,5°C, 2°C e 4°C) até 2100, projetando seus efeitos socioeconômicos na economia brasileira até 2050. Liderado pela Secretaria Nacional de Planejamento do MPO, o estudo detalha os custos da inação e os benefícios da descarbonização, utilizando modelos econômicos de Equilíbrio Geral Computável (EGC).
E daí?
A inação climática, representada pelo cenário de 4°C, resultaria em uma perda acumulada de PIB entre R$10,3 e R$17,1 trilhões até 2050 e a destruição de milhões de empregos, com impactos desproporcionais em regiões vulneráveis. Em contraste, o cenário de 1,5°C demonstra que a transição para uma economia de baixo carbono pode impulsionar setores como construção e energia, gerando resiliência e produtividade, além de reduzir os custos anuais de adaptação de R$ 51,6 bilhões para R$ 5,2 bilhões.
O que muda?
Esta análise estruturada oferece uma base quantitativa para o planejamento de longo prazo, como a Estratégia Brasil 2050, direcionando investimentos em mitigação e adaptação climática. Ela pode catalisar a transformação da matriz energética para fontes limpas, promover práticas agrícolas sustentáveis e impulsionar a criação de infraestrutura resiliente, visando um desenvolvimento mais justo e sustentável. Os resultados, a serem disponibilizados na plataforma AdaptaBrasil, visam informar políticas públicas e reduzir desigualdades sociais e regionais.
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