O QUE?
Modelos de IA generativa — como Midjourney, DALL·E e grandes LLMs ocidentais — frequentemente reproduzem estereótipos orientalistas ao retratar culturas não ocidentais, reforçando visões distorcidas ou exóticas do "Oriente". Esse viés ocorre porque os dados de treinamento são fortemente centrados em narrativas culturais do Ocidente. Ao mesmo tempo, iniciativas chinesas como WuDao, DeepSeek e Ziya vêm desenvolvendo IAs com epistemologias, idiomas e visões de mundo locais, buscando disputar esse campo simbólico.
E DAÍ?
Se esse sinal ganhar tração, veremos o surgimento de ecossistemas de IA culturalmente situados, capazes de romper com os filtros culturais anglo-americanos. Isso pode inaugurar uma era de multipolaridade cognitiva no campo da tecnologia — onde disputas geopolíticas também se refletem na arquitetura dos dados, na representação simbólica e na produção automatizada de sentido. Pode gerar uma reação ocidental (regulatória ou ideológica) e uma corrida por "soberania algorítmica".
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