Segundo pesquisa do Pew Research Center, em 36 países, 20% ou mais dos adultos deixaram a religião em que cresceram, especialmente no caso do Cristianismo e do Budismo, migrando rumo ao não afiliacionismo religioso. Esse sinal desafia a premissa de que a maioria das pessoas mantém a mesma religião ao longo da vida.
Se o sinal ganhar escala e/ou distribuição
Instituições religiosas tradicionais enfrentarão um declínio contínuo em seus números, especialmente em regiões com alta escolaridade, entre os jovens e em países desenvolvidos.
Marcos culturais e sociais: a desfiliação religiosa poderá alterar normas relacionadas à moral, política, celebrações comunitárias e educação sexual, impactando desde escolas até políticas públicas.
Mercado e mídia: surgimento de novos nichos voltados ao “espiritual sem religião” — incluindo eventos, plataformas e produtos customizados para públicos que buscam práticas espirituais fora das tradições institucionalizadas.
Se/quando o sinal se tornar mainstream
Países altamente secularizados (como Reino Unido, Canadá e partes da Europa) não serão mais exceção, mas representarão uma tendência global.
Educação e socialização intergeracional nunca mais serão as mesmas — a religião perderá centralidade na formação familiar, escolar e cívica.
Relação entre Estado e religião será repensada: leis, identidade nacional e políticas públicas terão de se adaptar a sociedades onde a religião é apenas uma entre muitas vias de sentido pessoal e coletivo.
Relatório “Around the World, Many People Are Leaving Their Childhood Religions” do Pew Research Center, baseado em pesquisa com quase 80.000 adultos em 36 países, realizada entre julho de 2023 e março de 2024.
NPR, Deseret News, Crux Now e Angular discussões apontando que nos EUA cerca de 28% já trocaram ou abandonaram a religião da infância — especialmente seculares ou sem filiação formal.
Este sinal fraco sugere que estamos diante de uma profunda transformação na paisagem espiritual global. A filiação religiosa está se tornando cada vez mais fluida, especialmente entre jovens e pessoas mais instruídas, o que pode redefinir o papel das instituições religiosas e promover novos caminhos para sentido, pertencimento e engajamento social.
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