O QUE:
Pessoas físicas: no rotativo do cartão, a taxa média das fintechs caiu de 242% a.a. (2023) para 167% (2024), enquanto a média de mercado subiu de 441% para 451% (gap de 284 p.p. a favor das fintechs em 2024;
variação fintech -75 p.p.; mercado +10 p.p.).
No parcelado do cartão, fintechs praticam 96% a.a. vs. 183% do mercado (diferença de 87 p.p.).
No crédito pessoal não consignado, 79% (fintechs) vs. 94% (mercado), diferença de 15 p.p.
Pessoas jurídicas: maiores diferenças observadas no cheque especial (61,2% vs. 148,8%) e no rotativo do cartão (90% vs. 134,1%). :
As comparações usam a média de mercado referenciada pelo BCB (tabelas de taxas de juros).
E DAÍ?
A evidência quantitativa indica reprecificação competitiva liderada por fintechs em linhas sensíveis à informação e risco, abrindo espaço para ganho de share com compressão de spreads (especialmente em PF) e oferta mais granular por perfil.
O QUE MUDA:
Pricing tende a migrar para modelos dinâmicos calibrados por dados (Open Finance, comportamento transacional) com monitoramento de risco/retorno por coorte;
incumbentes precisarão reavaliar taxas e propostas de valor em rotativo/parcelado e reforçar produtos garantidos para defender margens.
"fontes": [
"https://www.bcb.gov.br/estatisticas/txjuros",
]
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