No Cannes Lions 2025, foi apresentada a tendência das comunidades de fãs — ou fandoms — que deixaram de ser nichos excêntricos para se tornarem forças centrais de influência cultural, econômica e narrativa. Marcas que entendem e co-criam com esses públicos conquistam relevância duradoura.
Fandoms são comunidades engajadas que compartilham paixão por um universo, marca, artista, jogo, estética ou causa. O que antes era visto como “comportamento de nicho geek” agora está moldando:
Tendências de moda (ex: core aesthetics como cottagecore, gorpcore, barbiecore),
Campanhas de marketing (ex: uso de fan edits, memes e inside jokes),
Consumo colaborativo (ex: financiamento coletivo de projetos criados por fãs),
E até decisões editoriais (ex: estúdios alterando finais de séries ou roteiros com base em pressões de fãs).
Na prática, a cultura se organiza em torno de microcomunidades hiperconectadas, e não mais apenas de grandes narrativas centralizadas.
EXEMPLOS
YouTube no Cannes foi apresentado como “epicentro da cultura global” por causa da potência criativa de seus criadores-fãs. Fandoms de música, games e lifestyle moldam algoritmos e influenciam lançamentos.
K-pop: fandoms como os do BTS são exemplos de organização global para causas sociais, campanhas de arrecadação e até ações políticas.
Barbie (2023-2024): o marketing do filme incorporou códigos estéticos e afetivos do fandom — o Barbiecore virou movimento cultural.
Taylor Swift e Marvel Studios: marcas que tratam fãs como aliados na construção de universos transmídia e produtos de luxo cultural.
POR QUE AGORA?
Fragmentação cultural: em vez de uma cultura de massas homogênea, temos várias “tribos digitais” com linguagens próprias.
Poder das plataformas: redes como TikTok, Discord, Reddit e YouTube favorecem conteúdo gerado por fãs e criam redes de fidelidade.
Crise de autenticidade: os fandoms oferecem vínculos reais em meio à superficialidade das interações digitais comerciais.
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