O QUE?
A economia circular está se tornando um novo pilar da sustentabilidade em healthcare.
Hospitais, fabricantes de equipamentos e fornecedores de insumos estão migrando de um modelo linear (produzir–usar–descartar) para estratégias de circularidade:
Refurbishment e remanufatura de equipamentos médicos, prolongando ciclos de vida e reduzindo a extração de recursos finitos. A Philips, por exemplo, já redesenha equipamentos para permitir desmontagem e atualização modular, mantendo qualidade “como nova” com menor pegada de carbono.
Reuso seguro de materiais e insumos: programas de recuperação de agentes de contraste à base de gadolínio usados em exames de imagem, reduzindo riscos ambientais (contaminação de lençóis freáticos) e custos de descarte.
Inovação em embalagens e consumíveis: eliminação de plásticos de uso único e desenvolvimento de alternativas recicláveis ou biodegradáveis.
(Fonte: Philips, 2025; ScienceDirect, 2022; Advanced Science, 2024)
E DAÍ?
A economia circular em healthcare representa uma mudança sistêmica de paradigma:
Reduz a pressão ambiental do setor, responsável por cerca de 4-5% das emissões globais de gases de efeito estufa.
Gera eficiência financeira ao diminuir custos de descarte, recuperar metais raros e estender a vida útil de ativos.
Fortalece a resiliência da cadeia de suprimentos em um cenário de escassez de matérias-primas.
Amplia a compliance regulatória e reputação, especialmente em mercados com exigências ESG cada vez mais rigorosas.
O que será impactado?
Fabricantes de equipamentos médicos: precisarão adotar design circular desde a origem (modularidade, materiais recicláveis, logística reversa).
Hospitais e clínicas: serão cobrados a adotar políticas de compra sustentável e métricas de impacto ambiental.
Cadeia de suprimentos: surgirão novos mercados de servitização (equipamentos como serviço) e de insumos regenerados.
Regulação: mais normas exigindo transparência na gestão de resíduos e emissões do setor.
Pesquisa e inovação: soluções para reuso de insumos críticos (como contrastes radiológicos, PFAS/PFCs e metais raros) terão prioridade.
Se a tendência se tornar mainstream, o que nunca mais será o mesmo?
O modelo “descartável” em healthcare (de equipamentos a consumíveis).
O conceito de “novo”: refurbished e remanufaturado se tornarão padrão, não exceção.
A gestão hospitalar: sustentabilidade ambiental será central, não periférica, nos KPIs.
A competitividade do setor: quem não investir em circularidade perderá contratos e relevância.
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