O QUE É?
O movimento de design "mais-que-humano" propõe uma abordagem que transcende as necessidades e perspectivas antropocêntricas, integrando ativamente outras espécies e ecossistemas no processo de design. Isso se manifesta em projetos diversos, desde a biomimética e arquiteturas para animais até ferramentas de comunicação interespécies e instalações artísticas que desafiam o pensamento humano-centrado.
Esta vertente do design busca uma sustentabilidade mais profunda e regenerativa, reconhecendo a interconexão de todas as formas de vida.
E DAÍ?
Este paradigma é crucial para enfrentar crises globais como as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade, já que o design tradicional, focado apenas no ser humano, muitas vezes contribui para a degradação ambiental.
Ao considerar o bem-estar da vida não-humana, designers podem desenvolver soluções mais resilientes, equitativas e verdadeiramente sustentáveis que beneficiam ecossistemas inteiros. Redefine a sustentabilidade, passando de uma mera redução de impactos negativos para uma regeneração ativa dos sistemas naturais.
O QUE MUDA?
Os processos de design se expandirão para incluir colaborações interdisciplinares com biólogos, ecologistas e etólogos, afastando-se da resolução de problemas estritamente focada no humano. Isso impulsionará a criação de produtos, arquiteturas e sistemas inovadores que facilitem a coexistência e a comunicação entre espécies, impactando profundamente o planejamento urbano, o desenvolvimento de produtos e a conservação ambiental.
O foco se desloca da otimização para a conveniência humana para a otimização da saúde ecológica e do bem-estar interespécies.